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A Liga de Futebol actualizou o plano de regresso à competição.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional atualizou o plano de regresso à competição que há duas semanas tinha já esboçado, então com recomendações para três fases de trabalho (treino individualizado, treino coletivo e competição) que agora ganham um contorno definitivo e obrigatório e que se dividem nas fases de pré-jogo, jogo e pós-jogo.

Fundamentalmente, o documento apresenta a novidade de um jogador que, nos testes a fazer entre 48 e 24 horas antes dos encontros – já previstos no texto anterior – seja isolado por 14 dias se acusar positivo, sem necessidade de colocar também em isolamento quem com ele tenha contactado; ainda que todos tenham de ser testados obrigatoriamente para infeção e, facultativamente, fazer análises para averiguação de imunidade.

Esta recomendação enquadra-se, por exemplo, no que também está previsto na Alemanha, que prevê regressar aos jogos a 8 de maio e que irá tratar um infetado como se fosse um jogador lesionado por outro motivo qualquer.

O infetado só poderá regressar ao convívio após dois testes negativos num período de 24 horas e ao trabalho após um teste de aptidão física geral. O documento diz que a FPF deverá indicar a entidade responsável por atestar que os elementos estão com teste realizado e negativo.

É um plano de contingência, portanto, redefinido. De resto, este documento está também na posse do Governo, que ainda não se comprometeu com datas para início do que quer que seja em matéria desportiva.

PRÉ-JOGO
Na preparação geral note-se que os clubes terão de formar as várias equipas (limpeza, etc.) nas novas regras de higienização e separação, deixando por exemplo os balneários sempre selados para serem reabertos apenas quando da chegada das equipas. Eis algumas das normas básicas nesta fase:

Estágios: devem ter duração mínima e, se possível, substituídos por viagens no dia do jogo, sempre respeitando as ideias básicas de máscara e distância (de resto transversais a quase tudo e a quase  toda a gente neste documento).
Hotéis: preferências por quartos individuais ou, se necessário, com camas separadas por um metro; evitar o uso de elevador, preferir escadas, sem tocar em corrimões; evitar uso de ar condicionado; fazer as refeições em espaços arejados; evitar contacto com outros hóspedes.
Viagens de avião: precaver aglomerados e não tocar em bancos de aeroportos; a delegação deve estar acompanhada por desinfetante que permita  higienização frequente.
Autocarro: deve estar desinfetado; cada elemento, com máscara, deve sentar-se num espaço antes ocupado por dois e protegido; só jogadores e elementos essenciais do staff devem seguir em autocarro, os restantes devem usar viaturas próprias; o descanso deve ser preferencialmente feito em parque de merendas, de modo a que sejam evitadas paragens nas normais estações de serviço de estradas e autoestradas.
Balneários: a sociedade desportiva deve assegurar e vigiar a higienização; os espaços devem ter desinfetante; os roupeiros devem usar o espaço antes e depois dos jogadores e não ao mesmo tempo, fazendo-o com as precauções obrigatórias.
Delegados da Liga: devem chegar ao estádio 3 horas antes do jogo, com máscara e mantendo distâncias enquanto verificam a conformidade de todas as regras em todos os espaços; a equipa de arbitragem deve ser recebida sempre com máscaras e devidas distâncias; devem garantir que as bolas de jogo estão higienizadas e que ficam sempre na posse da equipa de arbitragem; deixa de haver lugar à reunião de organização de jogo nos moldes habituais.
Observadores do árbitro: devem manter-se na tribuna e aguardar pela gravação do jogo, que no final lhes será entregue; qualquer reunião com os árbitros deve ser feita por videoconferência.
Comunicação social: a informação sobre jogo e equipa deve ser dada de forma digital quer aos repórteres na bancada quer aos que estão no relvado; no máximo haverá 20 fotojornalistas no relvado (5 em cada lado do campo, na mesma posição durante o jogo), usando máscara; a organização da zona de trabalho depois do jogo é da responsabilidade do clube, que deve respeitar higienização e distâncias;
Tribuna de imprensa: distâncias de 2 metros entre jornalistas, que devem usar máscaras; redução da bancada para um terço da lotação; a prioridade de acreditação deve ser dada aos órgãos da imprensa desportiva escrita nacional, às rádios nacionais, ás televisões generalistas e desportivas nacionais, à imprensa escrita generalista nacional, aos órgãos desportivos digitais e aos meios locais.
Equipas: devem entrar no estágio se possível por portas separadas, para evitar qualquer tipo de contacto; no aquecimento devem preservar as  distância para os apanha-bolas, os repórteres ou quaisquer outros elementos eventualmente perto do campo.
Segurança: número de efetivos a circular em zona técnica em número reduzido e uso obrigatório de máscaras ou viseira; a segurança privada deve usar máscara e manter distâncias e garantir que o acesso a zonas condicionadas só é permitido a elementos autorizados e testados negativo ao Covid-19 dentro das diretrizes já explicadas.

JOGO
Eis algumas das normas básicas nesta fase:
Tribunas presidenciais: número máximo de cinco elementos com distanciamento social e equipamento de proteção, nomeadamente máscaras, luvas e desinfetantes; numa primeira fase não haverá utilização de lugares corporate, de hospitalidade ou referentes a bilhetes anuais; todos os serviços de suporte a estas áreas estarão fechados.
Zona técnica: presença só autorizada a pessoas credenciadas com atestados de aptidão médica; árbitros e delegados também serão testados antes de cada jogo.
Banco de suplentes: todos os elementos no banco deverão apresentar teste Covid-19 negativo.
Videoarbitragem: na FPF, as regras de higienização e segurança devem ser asseguradas; no campo; disponibilização de produtos de higienização junto ao sistema de VAR no relvado.
Arbitragem: a placa de substituição só pode ser manuseada pelo quarto árbitro e deve estar higienizada.
Apanha-bolas: deverão usar máscaras e manter as distâncias; o diretor de campo deve deixar mais bolas disponíveis, para que nunca haja necessidade de usar uma que vá para a bancada e seja devolvida, o que é, de resto, proibido.
Relvado e rega: equipamento higienizado e proteções dos funcionários; passagem na zona técnica está impedida.

PÓS-JOGO
Eis as principais normas a cumprir nesta fase:
Conferência de imprensa: na conferência de imprensa o clube da casa deve assegurar a proteção total do agente desportivo com higienização de cadeira, mesa, microfone e suportes publicitários; quem estiver de apoio a esta tarefa deve usar máscara e luvas; o clube visitado deve garantir que os jornalistas e técnicos dos órgãos de comunicação social não colocam quaisquer microfones ou aparelhos na mesa; todos os media devem usar o microfone disponibilizado pelo clube; a sala deve ter um acesso para os elementos dos clubes e outro para os restantes elementos; será permitida a realização de videoconferência; não haverá zona mista.
Entrevistas rápidas: a entrevista rápida do operador televisivo no final do jogo manter-se-á no relvado, exceto se as condições atmosféricas o impedirem, procurando-se então, caso a caso, alternativa; o superflash aos jogadores e a flash interview aos treinadores terão painéis separados; o jornalista deve manter-se a dois metros, usando máscara e sticker no microfone ou, em alternativa, usar dois microfones, um na lapela e outro fixo no jogador.
Homem do jogo: o prémio será entregue pelo delegado, que deve estar devidamente higienizado.
Relatório de jogo: o delegado da liga deve garantir a assinatura dos delegados dos clubes, verificando que estes o fazem usando caneta própria e evitando qualquer contacto físico com o tablet do delegado.