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«Já tive uma criança a chorar e a perguntar por que mudei» – Jorge Jesus

Jorge Jesus admitiu que não esperava que a sua mudança do Benfica para o Sporting, tivesse um impacto tão forte nos adeptos.

Numa entrevista ao jornal “Ponto Final”, de Macau, Jorge Jesus disse que muitas vezes lhe questionam o porquê da sua mudança, e que nem ele próprio consegue responder…

«É difícil. É mesmo difícil. Já tive uma criança que chorava e repetia a pergunta: “Mas por que é que tu mudaste?” Nunca esperei que isto pudesse acontecer. Não tive a noção de que a minha mudança para outro clube pudesse mexer tanto com os sentimentos de algumas pessoas, gente que gostava do Benfica e que gostava de mim», disse o técnico leonino.

Jesus referiu ainda, nessa entrevista, que entre ambas as estruturas, não encontrou grandes diferenças… Admitiu ainda que há 6 anos não estava tão preparado para treinar um “grande” como está hoje.

«Estivemos no Benfica seis anos e nesse período o Benfica foi crescendo com as nossas ideias e eu fui crescendo com as ideias deles. E no Sporting tem sido a mesma coisa. Só que agora tenho um ‘know-how’ muito maior do que quando cheguei ao Benfica», reconheceu o técnico.

Jesus voltou a falar dos efeitos colaterais que a sua saída do Benfica causou, dizendo que não sabia se iria continuar ao serviço das águias se dependesse unicamente de si. «É uma história mal contada. Se tu trabalhas 11 meses num clube e a época acaba sem te convidarem para renovares, percebes que as pessoas não querem que continues. E o presidente do Benfica tinha todo o direito de não querer. Agora, não me ponham a mim como vilão, porque eu não tive nada a ver com isto. E essa foi a imagem que fizeram passar.»

O ex-treinador das águias, elogiou Bruno de Carvalho e Octávio Machado, com quem diz ser fácil trabalhar apesar dos temperamentos particulares. «Sabe que as pessoas com o coração ao pé da boca são as mais fáceis de lidar! São pessoas que dizem o que sentem e depois de o fazerem é fácil chegar a um entendimento. Aqueles que não dizem nada é que são mais perigoso».

Sobre o facto de Bruno de Carvalho assistir aos jogos a partir do banco de suplentes, Jorge Jesus admitiu que em nada interfere com o seu trabalho, até porque nem gosta que os dirigentes falem com os jogadores durante o jogo: «Dar opiniões para dentro do campo, isso esquece. Só dá uma vez, não dá mais.» Ficou o aviso.