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Jardel fintou a morte

Jardel, central do Benfica, está a viver o seu melhor momento de águia a peito. Porém, o caminho para chegar ao Estádio da Luz teve muitas contrariedades e inúmeros momentos de superação.

“Em ano e meio fui da quarta divisão paulista à Liga dos Campeões e a um dos maiores clubes do mundo. É o destino. Não tive muita sorte na minha passagem pelo Brasil”, recordou o jogador à ESPN.

O brasileiro foi formado no Avaí, passou pelo Vitória e conseguiu chegar a um grande clube brasileiro, o Santos. Porém, essa temporada não foi muito feliz: “Estava a treinar muito bem, mas por causa de um problema na púbis não joguei. Fiquei muito tempo parado, em tratamento, e tive que operar. Depois recuperei só em novembro, fui para alguns jogos no banco, mas nunca joguei, infelizmente”, contou.

Depois ingressou no Joinville e onde apanhou o maior susto da sua vida: “Não tive sorte também, e apanhei uma infeção misteriosa. Fiquei sete dias internado, isolado, em risco de morte. Ninguém sabia o que eu tinha. Saí do hospital e só joguei a final do Estadual”, lamentou.

Entretanto, rumou a Portugal e tudo começou a correr melhor: «Correu tudo bem, adaptei-me rápido, mesmo com um futebol bem diferente. Com isso fui para o Olhanense, que estava na primeira divisão. A equipa estava muito bem. Joguei com o Lulinha e com o Ismaily», explicou Jardel aos compatriotas da ESPN.

Seguiu-se o Benfica, sendo a ajuda de Luisão essencial para a adaptação: “É um amigão que fiz por aqui e que me ajudou muito quando cheguei. Espero que ele recupere o quanto antes do problema no braço e volte para nos ajudar”.

O golo ao Sporting aos 93 minutos, foi um dos pontos mais altos na sua carreira: “Fiz o golo do empate aos 48 minutos da segunda parte e conseguimos manter a vantagem para sermos campeões”.

Rui Vitória também foi referenciado nesta entrevista: “Precisávamos de tempo para assimilar bem a nova filosofia dele. No começo tivemos dificuldades, mas passando o tempo está a dar muito certo. Estamos numa fase muito boa e a lutar por títulos”, concluiu.