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O CONSELHO DE RONALDO QUE DEIXOU SAHA A PENSAR

O CONSELHO DE RONALDO QUE DEIXOU SAHA A PENSAR

Chegou ao Manchester United com 25 anos, proveniente do Fulham, no mesmo verão de 2003 em que Cristiano Ronaldo foi contratado ao Sporting. Louis Saha conta como viu a evolução do então jovem avançado português.

«Evoluiu muito como jogador, mas nunca mudou (como pessoa). Ao longo da carreira, manteve sempre a dedicação que tinha aos 18 anos, pois todos os desafiavam e ele tinha de provar que era o melhor jogador», começou por dizer o antigo avançado francês à MUTV.

«Ter todo aquele empenho nos treinos, trabalhar no duro para manter a regularidade, independentemente do que os outros diziam, é um dote fantástico. Melhor do que ter talento. A forma como ele, naquela idade, conseguia analisar as circunstâncias, crescer e manter essas qualidades, do meu ponto de vista, era genial», prossegue Saha, atualmente com 41 anos, e retirado dos relvados desde 2013.

«Nem todos os que têm talento trabalham da mesma forma. Podem ser displicentes porque ficaram satisfeitos com o nível que alcançaram. Mas ele queria mais. Ter essa visão, naquela idade, quando já estava num clube como o Manchester United, é muito difícil. É por isso que tenho muito respeito por Ronaldo», confessa.

Além da dedicação, confiança foi outra qualidade determinante para a ascensão de Ronaldo: «Lembro-me que veio ter comigo um dia e disse: ‘Louis, tens de sorrir mais enquanto jogas’. Quando um miúdo mais novo diz isto a um jogador mais experiente, ficas a pensar: ‘Espera um minuto …’. Mas era verdade. Ele podia ser atrevido na forma como falava com as pessoas, e quem não compreendia ficava frustrado porque não estava no mesmo campeonato que ele. Está num nível tão acima que, quando fala normalmente, parece estranho. É fantástico.»

Saber como usar as suas qualidades foi outra das mais-valias para o crescimento do internacional português: «Força e velocidade sempre foram características muito importantes na carreira dele, mas saber quando as utilizar – o timing e a precisão -, não há ninguém que o consiga igualar.»