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O dia em que Messi foi dispensado do Barcelona

Em 2003, o Barcelona investia 30 milhões de euros na contratação de Ronaldinho e era necessário cortar nas despesas, principalmente na formação. Vários jovens do Barcelona foram dispensados nessa altura, casos de Cesc Fàbregas, que rumou para o Arsenal, e Gerard Piqué, que se transferiu para o Manchester United.

Um jovem argentino, chamado Lionel Messi, acarretava muitos custos para o clube catalão, além de lhe pagar 900 euros mensais do tratamento contra a deficiência na hormona do crescimento, ainda era necessário empregar o pai de Messi. As leis da FIFA são claras, um menor só pode jogar num país estrangeiro se os pais viverem e trabalharem lá.

Sandro Rosell, vice-presidente do Barcelona na época, considerou que o jovem argentino não justificava tanto investimento e decidiu não renovar a licença de trabalho do pai de Messi. Guillermo Hoyos, antigo treinador das camadas jovens do Barcelona, alertou para o enorme disparate que Rosell estava a fazer.
“Tentei alertar o vice-presidente Sandro Rosell para o tremendo disparate que estava a fazer, mas já foi tarde no caso de Fàbregas, que estava a caminho do Arsenal. Senti que tinha de fazer tudo para evitar que Messi seguisse o mesmo caminho. Não havia outro igual a ele no seu escalão”, afirmou Hoyos à revista “Sábado”.

“Passaram umas duas semanas e não chegaram a acordo. O pai já estava a preparar o regresso a Rosário, na Argentina, quando eu lhe pedi uns dias para ver o que arranjava”.

Hoyos determinado em manter Lionel Messi no Barcelona, procurou desesperadamente alguém que pudesse empregar o pai do astro argentino, antes que este regressasse para a Argentina com o seu filho. Através de um amigo conseguiu empregar Jorge Messi e manter o jovem promissor no clube blaugrana.

Hoje, Messi é o melhor marcador da história do Barcelona, conquistou 26 títulos e bateu todos os recordes do clube catalão, tudo isto só foi possível com a intervenção de Hoyos.