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Jesus vai ser obrigado a apostar na formação do Benfica

Apostar na formação do Benfica faz parte dos antigos planos de Luís Filipe Vieira.
O clube da luz, já a partir da próxima época 2015/2016, irá apresentar na formação, fazendo aparecer na equipa principal “quatro ou cinco jogadores”, vindos do Seixal.

 

«É irreversível devolver o clube às origens. Vamos dar início a um ciclo de jogadores formados dentro do Benfica e foi escolhida a próxima época para iniciarmos esse ciclo», disse Luís Filipe Vieira, em declarações ao jornal “A Bola”. O presidente dos encarnados já tinha dito há uns anos que era seu desejo garantir a “espinha dorsal da seleção nacional”… É de relembrar que na última convocatória de Fernando Santos, não foi convocado nenhum atleta do Benfica.

 

Quem deve estar contente com esta notícia, são os jovens do Benfica, uma vez que o treinador da equipa principal dos encarnados não tem olhado muito para os jovens promessas e talentos do Seixal. Após Jorge Jesus afirmar que «teriam que nascer dez vezes para ser como Matic», o avançado Ivan Cavaleiro, emprestado esta época pelo Benfica ao Deportivo da Corunha, desabafou em agosto que «O presidente tem apostado forte na formação, mas chega a um ponto que não serve de nada. Culpa do treinador? Acho que sim.»

 

O ex-futebolista e antigo treinador do Benfica, Manuel José, relembra casos em que a aposta na formação foi válida e com sucesso, e não tem dúvidas de que a aposta na formação vai acontecer mais cedo ou mais tarde, não por convicção ou vontade, mas sim por necessidade, mas não acredita que isso vá ter resultado no Benfica: «Os clubes portugueses enfrentam os mesmos problemas do país. Vão ser todos obrigados a reduzir orçamentos, e só por isso vão apostar na formação. O Sporting também já fez por necessidade e o Vitória de Guimarães também, com bons resultados», disse Manuel José em declarações ao “DN”, aletrando que sem futebolistas estrangeiros o Benfica “não resiste”.«Não pode ser apostar por apostar.

 

«É preciso haver grande qualidade. Num clube pequeno, os jovens podem aparecer com facilidade, mas num grande não é assim. Há mais pressão e exigência», revelou o técnico de 68 anos que não acredita que um Benfica maioritariamente composto por portugueses mantenha o nível competitivo.