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Vitor Pereira vai treinar o clube onde Leonardo Jardim já foi despedido

Na temporada de 2010/2011, Vitor Pereira era adjunto de André Vilas-Boas. Depois da época brilhante que o FC Porto fez nessa mesma temporada, André Vilas-Boas rumou ao Chelsea, e Vitor Pereira assumiu o comando dos dragões para a temporada de 2011/2012, conquistando o Caompeonato Português, repetindo a história em 2012/2013.

Em 2013, Vitor Pereira seguiu para a Arábia Saudita, para treinar o Al-Ahli, deixando o clube no passado mês de maio.

Ontem, quarta-feira, o Olympiacos anunciou Vitor Pereira como o novo treinador do clube grego, sucedendo no cargo ao espanhol Michel.

O clube de Pireu, atualmente no segundo lugar do campeonato, a um ponto do líder PAOK, não revelou pormenores sobre a duração do contrato com o treinador português, anunciando apenas que Vítor Pereira seria apresentado hoje, pelas 14 horas locais.

O treinador português, de 46 anos, volta assim ao ativo, e até já tinha sido associado ao interesse de Everton e Crystal Palace, de Inglaterra, mas o futuro passa agora pela Grécia.

 

No Olympiakos não chega ganhar. Basta lembrar a história de Leonardo Jardim, que foi despedido quando era líder da Liga grega ao comando do Olympiacos, com dez pontos de vantagem para o segundo classificado, e que Michel, saiu agora com apenas 1 ponto de desvantagem para o líder PAOK, depois de já ter sído bicampeão.

Agora chega Vitor Pereira, que garante estar preparado para o desafio:
«Sei que neste clube só interessa ganhar. Neste clube não se pode empatar, mas no FC Porto só perdi uma vez em duas épocas, o que não é fácil», recordou o técnico português, na sua apresentação.

Vítor Pereira insistiu na ideia que «no Olympiakos só há dois resultados possíveis: ganhar ou ganhar». «Vim de um clube que funciona da mesma forma. O futebol que os adeptos gostam não é resultadista, mas um futebol de qualidade, com intensidade, agressividade ofensiva e defensiva. É essa a minha personalidade, o meu jogo, aquilo que vou tentar provar», explicou.

O técnico fez referência à grandeza do novo clube, que considerou ambicioso, tal como ele. «Também quero títulos para a minha carreira. Vim à procura continuar a ganhar títulos, como ganhei em Portugal», começou por dizer. «Sei que o título nacional é muito importante neste clube, mas acredito que também seja possível deixar a nossa marca na Liga dos Campeões e na Liga Europa, neste caso», acrescentou.

Vítor Pereira quer que a sua nova equipa pratique «um futebol de posse, de qualidade ofensiva e agressividade defensiva». «Queremos ter a posse de bola para dominar o jogo, e por isso temos de ser agressivos no momento da perda, para recuperarmos a bola novamente e voltarmos a mandar no jogo. As minhas equipas têm apresentado muita posse de bola, habituadas a jogar no meio-campo ofensivo, marcando muitos golos e mantendo-se equilibradas para não sofrer golos. A jogar da mesma forma no nosso estádio ou fora».

O português disse ainda que não é fácil colocar a equipa à sua imagem, ainda para mais «entrar a meio de um campeonato não é o melhor», mas assumiu também que no Olympiakos «não há tempo para construir uma equipa sem vitórias». «É preciso ir ganhando e construindo essa identidade», disse Vítor Pereira. «Com a minha experiência, com ideias bem claras para passar a mensagem, acredito que não preciso de muito tempo. Não sei dizer se um mês, um mês e meio ou dois».

O título conquistado no FC Porto graças ao golo de Kelvin, ao minuto 92 do jogo com o Benfica, não foi esquecido pela imprensa grega: «Para mim o futebol é como respirar, é o ar de que preciso. Quem vive o futebol com paixão, vive para momentos desses. Quero passar neste clube, quero deixar marca, ficar na sua história. Para quem um dia digam que eu consegui isto, que lutei e que vivi com emoção o clube. Sou um treinador emocional. Jogámos um campeonato sem derrotas, nós e o Benfica. Foi um título discutido ponto a ponto, todas as jornadas, debaixo de grande pressão, mas quem nasceu para competir adora essa pressão», recordou.

Vítor Pereira assinou um contrato válido até 2017 com o Olympiakos, e vai estar acompanhado por Filipe Almeida e Luís Miguel.