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«SÓ CONTINUARIA A JOGAR SE FOSSE NO BENFICA»

O verão de 2014 ficará para sempre marcado na memória de Júlio César… por motivos contrastantes. A 8 de julho, com o guarda-redes na baliza, o Brasil era copiosamente goleado pela Alemanha na final do Mundial. 1-7 foi o resultado do jogo disputado em Belo Horizonte. Desfecho pesado que o levou a ponderar o adeus aos relvados. Porém, a 19 de agosto, o experiente guardião era oficializado como reforço do Benfica.

«Depois da derrota no Mundial-2014 contra a Alemanha passei por um momento difícil a nível emocional. Ponderei retirar-me e cheguei a dizer a um amigo que só continuaria a jogar se fosse para ser no Benfica, pois o ‘namoro’ com o Benfica já era antigo. O presidente Luís Filipe Vieira disse para eu apanhar um avião para negociarmos e demorámos menos de uma hora a chegar a um acordo. E só lhe posso agradecer, porque jogar no Benfica foi incrível», realçou Júlio César, 40 anos, em entrevista à Eleven Sports.

«É um clube com umas infraestruturas ao nível do melhor que há na Europa. O Estádio da Luz é a coisa mais linda que há e as condições no Seixal são fantásticas. No Benfica, um jogador só tem de se preocupar em jogar futebol. Só tenho de agradecer ao presidente e aos maravilhosos adeptos tudo o que vivi num clube em que ganhei oito títulos», salientou.

A primeira época de Júlio César de águia ao peito coincidiu com o último ano de Jorge Jesus no Benfica.

«Eu não conhecia pessoalmente Jorge Jesus antes de trabalhar com ele, ainda que o David Luiz me dissesse que ele era um fenómeno, o melhor treinador com quem tinha trabalhado. E, quando trabalhei com Jesus, descobri um treinador exigente, apaixonado, muito bom taticamente. Com ele fiz a minha melhor época em Portugal», referiu o brasileiro, enaltecendo o trabalho do treinador português no Flamengo:

– E agora estou muito contente por ele estar no clube do qual eu sou adepto. A chegada dele ao Flamengo revolucionou o futebol brasileiro e contribuiu para aproximar, ainda mais, Portugal e o Brasil.