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Leonardo Jardim quebra silencio no despedimento no Mónaco

Leonardo Jardim quebrou o silêncio sobre a sua saída do Monaco no passado dia 28. Em entrevista ao jornal francês ‘L’Équipe’, o treinador confessou-se “surpreendido” com o fim da sua segunda passagem pelo clube do principado. “Fiquei surpreendido pela decisão. Em termos desportivos, estávamos em posição de atingir o objetivo, nomeadamente o pódio. Se estávamos a falhar, a responsabilidade não era só da equipa técnica”, defendeu-se Leonardo Jardim, revelando que a saída podia já ter acontecido: “Não sou uma vítima! Pedi para sair em agosto porque não queria lutar pela permanência outra vez.”

O Monaco – que na 7ª jornada estava em zona de descida e atualmente ocupa o 7º posto da Ligue 1 – não teve um arranque brilhante de época, o que se refletiu no despedimento. “Começámos mal, só conseguimos montar a equipa no final de agosto e a pré-época caiu por terra, todos sabem disso. Até o vice-presidente do clube assumiu a responsabilidade pela ação tardia no mercado. Depois, em 13 jogos na Liga somámos 26 pontos”, frisou, lançando a farpa: “Trabalhei durante 62 meses no Monaco e fui, sem dúvida, o treinador mais barato dos últimos três [Ranieri e Henry]. Se somarem os valores pagos pelo número de meses de cada um, dão-me razão.”

O despedimento desenhou-se lentamente, segundo se depreende pelas palavras de Jardim. “Senti que havia muito ruído e pensei que algo se estava a passar que eu não conseguia controlar. Mas não gosto de antecipar cenários. Após o Natal, Oleg Petrov telefonou-me para combinar uma reunião e foi nesse momento que percebi o que se estava a passar. Contou-me que o presidente Dmitry Rybolovlev tomou a decisão a seu pedido”, finalizou.