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“Nos pontapés de canto eles vão deixar de se agarrar uns aos outros”

“Nos pontapés de canto eles vão deixar de se agarrar uns aos outros”

Presidente dos médicos espanhóis de futebol acredita que o futebol jogador “vai ser outro”

O receio de contágios pode implicar que ocorram de forma natural algumas modificações no decorrer das partidas de futebol. Por exemplo, após as marcações dos golos talvez não vejamos tão cedo as molhadas de jogadores a festejar. Ou, durante os cantos, é possível que os atletas se retraem mais em relação às impiedosas marcações individuais. Essa é pelo menos, a perspetiva de Rafael Ramos, presidente da Associação Espanhola de Médicos de Equipas de Futebol (AEMEF), transmitida em entrevista exclusiva ao jornal “El País”.

“Tudo vai mudar. Num pontapé de canto, os jogadores já não vão estar a agarrar-se”, opina Rafael.

“Por muito que queiramos, o futebol não vai ser o mesmo. Os jogadores não vão ter o contacto que tinham antes. É outro futebol que vai ser jogado. O facto de não haver público, os testes, etc… tudo isso influi na cabeça dos rapazes, que são pessoas, não são máquinas”, acrescenta.

Rafael explica ainda que o jogo vai ser disputado num ambiente totalmente esterilizado. “Todo o material a utilizar, inclusivamente o relvado – antes do jogo, ao intervalo e depois – terá que ser esterilizado. Se fosse uma bola qualquer um jogador até poderia ser contagiado, mas assim, com uma bola esterilizada, a rodar sobre uma superfície esterilizada, será complicado haver contágios dessa forma”, afirmou.