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Portimão pode estar ao olhos da F1

Fórmula 1 e Federação Internacional do Automóvel (FIA), em colaboração com as 10 equipas que alinham no Campeonato do Mundo, trabalham na criação de calendário novo para a temporada de 2020, que a pandemia da COVID19 mantém suspensa. E o promotor da competição (Liberty Media), pela voz do diretor-geral Chase Carey, falou pela primeira vez na possibilidade de estender a época até 2021 e realizar corridas em circuitos que não figuravam nos planos originais, que tinha um número recorde de 22 Grandes Prémios.

Até ao momento, a Fórmula 1 cancelou ou suspendeu as primeiras 10 etapas de 2020, encontrando-se a estreia do Mundial programada para 5 de julho, no Red Bull Ring, na Áustria, com Grande Prémio à porta fechada. No plano original, a corrida em Spielberg era a 11.ª do campeonato. Durante videoconferência com investidores da firma norte-americana em Wall Street, a Bolsa de Nova Iorque, Carey reafirmou a determinação de realizar época com 15 a 18 corridas e admitiu que o processo de identificação de locais ainda decorre e inclui circuitos que não figuravam no calendário original. No entanto, o diretor-geral do Grupo Fórmula 1 não indicou os nomes dos circuitos, mas há uma lista restrita de possibilidades. Entre as hipóteses, as mais consistentes são Hockenheim, na Alemanha, Imola, em Itália e… Portimão! Confirmando-se, tratar-se-ia do 26.º Grande Prémio de Portugal, o primeiro no Algarve. A categoria visitou o nosso País pela última vez em 1996. Então, no Estoril, vitória de Jacques Villeneuve (Williams-Renault).

«Estamos a trabalhar intensamente desde a Austrália na conceção de calendário novo. Continuamos o processo de identificação de locais onde podemos realizar as corridas e estamos a discuti-los com todas as partes envolvidas… A lista inclui alguns circuitos que não figuram no calendário de 2020. O objetivo é iniciar a época no fim de semana de 4 e 5 de julho, na Áustria, e é provável que organizemos outro Grande Prémio no mesmo local a 11 e 12 de julho», informou Chase Carey.

«O plano encontra-se muito adiantado e esperamos anunciá-lo brevemente… A ideia é realizarmos mais corridas no continente europeu até setembro, incluindo em agosto, o mês habitual de pausa para férias na Fórmula 1, mas também prevemos a organização de Grandes Prémios na Eurásia e nas Américas, antes de terminarmos a temporada no Médio Oriente, no Baharain e no Abu Dhabi. Não prevemos a necessidade de estender a época até ao início de 2021, mas a hipótese mantém-se em cima da meda», explicou o norte-americano, que também admitiu a possibilidade de abrir as portas aos adeptos no final da temporada.

De acordo com Carey, em 2021, controlando-se a pandemia, regressar-se-á ao normal. «No próximo ano, o objetivo é realizarmos o campeonato que planeámos em janeiro… No entanto, estamos a renegociar contratos e a conversar com circuitos novos que são mais-valias para o Mundial, os acionistas e os fãs», informou.

Atualmente, o Grupo Fórmula 1 confronta-se com redução de 84% nas receitas devido à crise global de saúde pública, de 226 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019 para 36 milhões de euros no período homólogo de 2020. As perdas com os direitos das transmissões televisivas e dos patrocínios foram de 93%, de 182 milhões de euros para 12 milhões de euros. E os prejuízos da operação aumentaram de 43,3 milhões de euros em 2019 para 126,3 milhões de euros em 2020. «São tempos exigentes, muito difíceis, sem quaisquer precedentes», concluiu Chase Carey.