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Altice disposta a pagar os 2 meses que não houve jogos

Há uma contrapartida: o valor será descontado nas mensalidades da próxima temporada.

O presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, afirmou esta quinta-feira que a empresa está disponível para conversar com os clubes sobre eventual compensação de dois meses sem campeonato e, assim, ajudar na sua liquidez financeira.

A Altice Portugal patrocina vários emblemas e é uma das detentoras dos direitos de transmissão televisiva dos campeonatos.

“Sempre disse é que a Altice Portugal estaria sempre disponível para a partir do momento em que existisse a retoma do campeonato, a retoma da Liga. (…) Retomar obviamente os nossos compromissos perante aqueles que são os nossos patrocinados”, começou por afirmar Alexandre Fonseca, numa conferência à distância sobre os resultados da operadora no primeiro trimestre.

“Essa foi a mensagem que já passámos esta semana àqueles que connosco diretamente trabalham enquanto nossos patrocinados – a disponibilidade da Altice Portugal para retomar o pagamento daquilo que são os contratos relativos aos direitos televisivos a partir do momento em que as competições se reiniciem e a partir do momento que os canais desportivos voltem a estar na sua normal execução junto das famílias e das empresas portuguesas”, prosseguiu.

No entanto, sublinhou o gestor, a Altice Portugal foi “mais longe”:

“Fomos mais longe porque percebemos que o futebol português vive hoje um momento difícil, de falta de liquidez dos clubes, percebemos que estes dois meses de hiato, além do impacto que causaram à Altice Portugal também causaram certamente um impacto na liquidez desses clubes”, explicou.

“Por isso, deixámos claro a todos os clubes que estamos disponíveis para também os apoiar, apoiá-los através de uma disponibilidade para conversarmos, caso a caso – porque cada um tem um contrato diferente – e para podermos eventualmente compensar os clubes fazendo o pagamento no valor correspondente a estes dois meses em que não houve competições [abril e maio]”, salientou Alexandre Fonseca.

“Obviamente, tendo presente que esse pagamento que poderemos fazer terá de ter como contrapartida o desconto do valor equivalente naquelas que serão as mensalidades da próxima época desportiva”, apontou, considerando tal ser “justo”.

“Mais do que darmos como dado adquirido o momento difícil que vivemos, trazemos soluções para cima da mesa, queremos fazer parte da solução”, asseverou o presidente executivo da dona da MEO.

O que “colocámos em cima da mesa é uma proposta que permite aos clubes gerir de alguma forma a sua falta de liquidez no imediato, garantindo que lhes damos tempo para que eles possam ajustar a sua estrutura de custos na próxima época”, defendeu.

“Mesmo assim, estamos a ir mais longe, já fizemos algumas propostas aos clubes em que inclusivamente estamos a dar ideias, a contribuir com soluções e infelizmente temos sido os únicos a dar ideias”, prosseguiu. “Estamos na disponibilidade de caso os clubes possam colaborar no combate daquela que é efetivamente uma realidade de hoje dos conteúdos desportivos, que é a pirataria”, encontrar uma solução, disse.

“Sabemos que a pirataria de conteúdos desportivos é um problema nesta indústria, estamos na disponibilidade, se os clubes nos ajudarem a combater este flagelo e com ele aumentar as receitas derivadas dos canais pagos do desporto, poder partilhar com os clubes a receita adicional que daí deriva, tentando mitigar a redução desta próxima época”, explicou.