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I Liga à porta fechada

Presidente da Liga abordou esta terça-feira o regresso do futebol, ainda dependente da evolução da pandemia.

Pedro Proença, presidente da Liga, concedeu uma entrevista à TSF esta terça-feira e falou sobre o regresso do futebol em Portugal, dependente, claro está, da evolução da pandemia de covid-19, que já matou 160 pessoas no país.

“Pela primeira vez o futebol profissional teve de suspender a atividade por tempo indeterminado. Também nós estamos a cumprir a nossa obrigação, que é estar em casa nesta altura. Estamos na expectativa de rapidamente podermos passar esta fase extremamente negra, que vai ter consequências para todos”, começou por dizer.

“Queremos rapidamente voltar à normalidade das nossas competições. Estamos dependentes das instâncias governamentais. As entidades desportivas internacionais dão linhas de extrema importância. Amanhã há uma reunião da UEFA e as federações têm a expectativa de receber instruções sobre o futuro das competições. Os clubes estão imbuídos do espírito de que as competições devem recomeçar o mais rapidamente possível”, vincou Proença.

Em causa não está apenas a corrente temporada, mas também, conforme destacou, as próximas. “Todos já percebemos que é fundamental que as ligas nacionais terminem as épocas desportivas, pois permitirá terminar esta época com a normalidade possível e preparar a próxima com tudo o que isso envolve. Não se pode colocar em causa a presente temporada e as próximas. Acreditamos que vai ser possível jogar esta temporada. Queremos ter campeão e equipas a subir e a descer.”

“Estamos dependentes dessas entidades (UEFA, por exemplo), por forma a que se possa projetar a próxima época. Vai ter de haver um esforço de toda a gente para que esta época possa terminar. Temos já todos os cenários montados”, continuou, não escondendo que jogar à porta fechada pode ser a solução. “Estaremos sempre dependentes das autoridades de saúde. Vamos tentar perceber, assim que sairmos deste estado de emergência, quais as contingências colocadas à prática da nossa atividade. Antes da suspensão, o primeiro cenário foram os jogos à porta fechada. É uma possibilidade. Existem vários cenários. Estamos dependentes do tempo que vamos ter disponível e das condições para a retoma da atividade”, concluiu.