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“Devia ter sido um pouco mais valorizado”

Oito meses depois de ter regressado à Argentina, para representar o Boca Juniors, «Toto» Salvio fala da saída do Benfica em entrevista ao jornal Record.

O extremo lembra que regressou de lesão por altura da troca de treinador, e acabou por perder espaço na equipa.

«A minha situação mudou quando apanhei a pubalgia e houve troca de treinadores. Renovei para ficar e acabar a minha carreira no Benfica», começa por dizer.

«Não era o mesmo e deixei de sentir-me importante», acrescenta ainda Salvio, assumindo que teve dificuldades para lidar com a mudança de estatuto: «Achava que ninguém treinava como eu e depois não jogava. Sempre fui um jogador importante no Benfica e custou-me muito aceitar não jogar.»

Salvio acabou mesmo por ser vendido ao Boca Juniors em julho, e defende agora que o processo poderia ter sido diferente: «Não sei se o Benfica queria vender-me, mas acho que devia ter sido um pouco mais valorizado. Sou um dos cinco tetracampeões da história do clube. Sempre dei a vida pelo Benfica e sempre fui muito grato a todos. Adoro o presidente, o Rui Costa… foram pessoas que sempre estiveram presentes e ouviram-me.»

Campeão argentino pelo Boca Juniors, «Toto» continua a acompanhar a atualidade do Benfica, e assume ter ficado surpreendido com a vantagem perdida na Liga, mas não atira a toalha ao chão.

«Fiquei surpreendido, pois a diferença era muito grande, mas continuo a acreditar. Se há equipa que consegue ultrapassar estes momentos é o Benfica. Se a época acabar com festa no Marquês, tudo vai ficar na mesma. O que conta é o final, por isso, há que ser paciente com a equipa e continuar a apoiá-la.»

Nesta entrevista ao Record, publicada neste domingo, o internacional argentino defende ainda que as lesões condicionaram a sua afirmação no futebol europeu, e revela que em 2015 teve tudo alinhavado para assinar pelo Manchester United.

«Quando tive a segunda lesão num joelho, na última jornada, com o Marítimo, em maio de 2015, tinha tudo acertado para jogar no Man Utd. Primeiro disseram-me que não tinha rompido o cruzado, e isso deu-.me esperanças de que poderia jogar no United. No entanto, passados três ou quatro dias, fizeram-me outra ressonância, e aí sim, disseram-me que tinha rompido o cruzado outra vez. Portanto, acho que sim, que teria sido diferente», argumenta.